Régio Conrado é formado em Ciência Política, em Filosofia e em Jornalismo. Mestre em Ciência Política pelo Sciences po Bordeaux-França, doutorando em Ciência Política pelo Sciences Po Bordeaux (Universidade de Bordeaux). e docente de Estudos Políticos (Ciência Política) no Sciencespo Bordeaux (Uni- versidade de Bordeaux – França). É igualmente docente Métodos e epistemo- logia em Ciências sociais no Institut de Formation et d’Appui aux Initiatives de Développement – França (Instituto de Formação e Apoio às Iniciativas de Desenvolvimento) Investigador no centro Estudos Africanos – As Áfricas no mundo (Les Afriques dans le Monde – França) e investigador associado no centro de Estudos Africanos da Universidade de Leiden. É membro fundador do Alternactiva – Acção pela Emancipação Social.

Áreas de Pesquisa: Reformas do Estado e da Administração Pública, construção e reconstrução de Estados pós-conflito, dinâmicas e etiologias da violência armada, relação entre políticas públicas e regimes políticos e cultura política, Participação politica e politicas publicas, metodologias e epistemologias das ciências sociais.

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  • Aporias de Moçambique pós-colonial: Estado, Sociedade e Capital

    Este livro escrutina o impacto significativo da independência em diferentes sectores da sociedade moçambicana. Quarenta e cinco anos após a independência, Moçambique conheceu várias transformações. O Moçambique pós-colonial é hoje, em muitos aspectos, diferente do Moçambique colonial. No entanto, existem muitas questões permanentes relativas a essas transformações e ao seu impacto na maioria do povo moçambicano.
    Ao salientar as contradições de todos os processos políticos e sociais em Moçambique pós-colonial, neste livro levantamos questões que visam desconstruir alguns mitos sobre o país.
    Temas como estado, desenvolvimento, política, cultura, nação, políticas públicas, políticas agrárias e outros são questionados em abordagens teóricas inovadoras e progressivas, a fim de compreender o passado, o presente e o futuro de Moçambique numa perspectiva crítica. Por conseguinte, cada tema do livro é tratado de uma perspectiva crítica para melhor captar as aporias dos últimos quarenta e cinco anos de independência.
    A liberalização política que deveria permitir mais partilha de poder e mais respeito pelos direitos políticos e cívicos consolidou, pelo contrário, um regime autoritário que utiliza a ajuda internacional e os benefícios da indústria extractiva não para transformar o país, mas para construir a sua hegemonia política, económica e social em todo o país.
    Defendemos neste livro a tese de que é impossível compreender a verdadeira dinâmica social, política, económica e cultural sem considerar o “povo” como uma categoria essencial de análise.
    Apesar de muitas transformações positivas que ocorreram após a independência, Moçambique ainda preserva muitas heranças coloniais e, portanto, várias transformações estão ainda por implementar.
    Neste trabalho afirmamos que Moçambique é governado por elites que são incapazes de descolonizar o projecto de desenvolvimento que ainda está ancorado na agenda da capital internacional.
    O objectivo deste livro é dar uma melhor compreensão do que tem sido o processo de independência em Moçambique e porque é que o país pós-colonial ainda é colonial na sua estrutura política e económica. Assim, são dados muitos exemplos para dar ao leitor a possibilidade de confrontar as perspectivas teóricas aqui utilizadas com os casos concretos.
    Todos os estudos deste livro mostram que quarenta anos de independência não foram vividos da mesma forma pelas elites que governam o país e pelas populações que vivem sob o seu domínio. Por um lado, as elites no poder e os seus parentes beneficiaram, e ainda beneficiam dos recursos do país, enquanto que uma grande parte da população continua à espera das promessas da independência.
    De um ponto de vista político a económico, os estudos que compõem o livro destacam como o “desenvolvimento” em Moçambique tem estado em contradição com as necessidades do país. Significa que o actual modelo de desenvolvimento responde muito mais à capital internacional do que à transformação social de Moçambique.

    CAD $ 30.00