{"id":17914,"date":"2023-06-07T07:50:53","date_gmt":"2023-06-07T11:50:53","guid":{"rendered":"https:\/\/darajapress.com\/?post_type=product&#038;p=17914"},"modified":"2026-03-31T12:36:09","modified_gmt":"2026-03-31T16:36:09","slug":"politica-e-cultura-no-pensamento-emancipatorio-africano","status":"publish","type":"product","link":"https:\/\/darajapress.com\/staging\/publication\/politica-e-cultura-no-pensamento-emancipatorio-africano\/","title":{"rendered":"Pol\u00edtica e cultura no pensamento emancipat\u00f3rio africano"},"content":{"rendered":"<p>Description (2132 \/ 2500)<br \/>\nA atual aus\u00eancia de uma vis\u00e3o emancipat\u00f3ria para a \u00c1frica est\u00e1 no centro dos nossos problemas pol\u00edticos relacionados \u00e0 opress\u00e3o racial capitalista e colonial. Qualquer tentativa de repensar a emancipa\u00e7\u00e3o pol\u00edtica no continente africano deve ser capaz de localizar uma concep\u00e7\u00e3o universal de liberdade no interior das experi\u00eancias culturais singulares que as pessoas vivem. Quando esteve baseada nas tradi\u00e7\u00f5es populares, a pol\u00edtica emancipat\u00f3ria exibiu tais tra\u00e7os dial\u00e9ticos, independentemente da maneira espec\u00edfica na qual cada luta pela liberdade foi pensada em diferentes contextos hist\u00f3ricos. No entanto, apenas alguns intelectuais militantes compreenderam a import\u00e2ncia dessa dial\u00e9tica no pensamento.<\/p>\n<p>O presente volume esbo\u00e7a e discute dois pontos de vista particularmente importantes sobre o papel e a relev\u00e2ncia da cultura popular na pol\u00edtica emancipat\u00f3ria em \u00c1frica. Cada um deles resulta de formas distintas de explora\u00e7\u00e3o capitalista e colonialista: o primeiro viu a luz do dia em um contexto colonial, enquanto o segundo \u00e9 diretamente confrontado pelo estado neocolonial. Todas as pol\u00edticas emancipat\u00f3rias s\u00e3o desenvolvidas em confronto com o poder estatal, e todas come\u00e7am com um processo de discuss\u00e3o e debate atrav\u00e9s do qual um sujeito coletivo come\u00e7a a se formar. No continente africano, a constru\u00e7\u00e3o de tal sujeito pol\u00edtico coletivo tem sido informada, de maneira fundamental, pelas culturas populares.<\/p>\n<p>Os dois autores cujos ensaios est\u00e3o aqui inclu\u00eddos entenderam isso e colocaram a cultura popular no centro de suas pol\u00edticas. O primeiro, Am\u00edlcar Cabral, aborda o papel central da cultura popular na luta pela independ\u00eancia da Guin\u00e9-Bissau nos anos 1970; o segundo, Ernest Wamba-dia-Wamba, aborda a centralidade da cultura popular africana para uma pol\u00edtica emancipat\u00f3ria endere\u00e7ada \u00e0 atual Rep\u00fablica Democr\u00e1tica do Congo. Apesar das d\u00e9cadas que os separam, tanto Cabral como Wamba-dia-Wamba desenvolvem, no centro de sua pol\u00edtica, uma dial\u00e9tica que ativa os universais da cultura no presente. \u00c9 essa caracter\u00edstica que confere \u00e0s suas vis\u00f5es uma import\u00e2ncia central para o pensamento emancipat\u00f3rio contempor\u00e2neo.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Description (2132 \/ 2500)<br \/>\nA atual aus\u00eancia de uma vis\u00e3o emancipat\u00f3ria para a \u00c1frica est\u00e1 no centro dos nossos problemas pol\u00edticos relacionados \u00e0 opress\u00e3o racial capitalista e colonial. 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